Vila Luzita vai ganhar ciclovia em três meses.

Tiago Oliveira

No entanto, haverá estreitamento das faixas nessas vias, o que significa que os carros ficarão mais próximos (Foto: Banco de Dados)

Santo André vai começar a instalar na primeira quinzena de maio uma nova ciclovia que vai ligar a Estrada do Pedroso até a estação Santo André da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A obra vai durar 90 dias.

A ciclovia terá 10 km de extensão e vai passar pelas avenidas Capitão Mário Toledo de Camargo, Santos Dumont e Queirós dos Santos. As obras terão duração de três meses.
A promessa da Prefeitura é que nenhuma faixa de rolamento das avenidas precisará ser eliminada para dar espaço para as bicicletas. No entanto, haverá estreitamento das faixas nessas vias, o que significa que os carros ficarão mais próximos.

Em alguns locais, as mudanças podem dificultar a vida dos motociclistas, acostumados a utilizar o espaço entre os veículos para cortar o trânsito. A faixa dedicada às bikes não vai provocar mudanças em faixas exclusivas de ônibus ou reduzir vagas de Zona Azul.

Também no mês de maio começarão a ser implantadas as ciclovias da avenida Prestes Maia (3,9 km) e da rua Adriático (1 km). “A gente espera que com a estruturação desse roteiro, mais pessoas deixem o carro o caso e passem a usar bicicleta”, afirma o secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, Paulinho Serra.

Nos próximos dias o governo vai enviar para a Câmara projeto de lei com o objetivo tornar a implantação de ciclofaixas e ciclovias como programa permanente do município. Os investimentos são provenientes do Fundo Municipal de Trânsito.

Rede

Santo André enfrenta o mesmo problema que outras cidades da região: possui ciclovias que não estão conectadas, o que dificulta a utilização de bicicletas como meios de transporte capazes de substituir o carro ou o ônibus. O município possui 11,1 km de ciclovias.

A Prefeitura promete mudar essa realidade com um plano de instalação de 40,3 km de ciclovias até 2017, que formarão uma rede formada por sete rotas. Entre as vias que terão espaço dedicado a bicicletas estão a rua das Figueiras, rua Jorge Beretta, avenida Firestone, avenida dos Estados e avenida Presidente Costa e Silva.

A partir do próximo domingo (3) a ciclofaixa de lazer, que funciona entre 10h e 16h, vai mudar de horário. O serviço passará a estar disponível das 7h30 às 13h30. A Prefeitura avalia que o novo período é mais adequado à demanda de ciclistas, que pediam que a abertura da ciclofaixa ocorresse mais cedo.

Fonte: http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/513536/vila-luzita-vai-ganhar-ciclovia-em-tres-meses/?utm_source=MadMimi&utm_medium=email&utm_content=Economia+do+ABC+encolhe+5_+em+2014%2C+aponta+Observat%C3%B3rio+Econ%C3%B4mico&utm_campaign=20150430_m125578425_Economia+do+ABC+encolhe+5_+em+2014%2C+aponta+Observat%C3%B3rio+Econ%C3%B4mico&utm_term=Imagens_aspx_3Fimg_3D84275d90aa_jpg_26pasta_3Ddestaques_26largura_3D90

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De barbárie em barbárie MP e Justiça Paulista de mãos dadas em defesa do carro.

Por Maria Frô

março 22, 2015 09:57

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O prefeito de Paris acaba de tirar METADE dos carros de circulação em PARIS. Eu disse METADE.

Vamos à notícia:

“A partir desta segunda-feira (23), Paris deverá cortar pela metade o número de carros nas ruas. As informações são do jornal Le Monde.

A prefeitura da cidade anunciou que carros com placas ímpares só poderão circular em dias ímpares, e carros com placas pares só poderão circular em dias pares. As restrições não se aplicam a táxis, veículos híbridos e carros que carreguem mais de três pessoas.

Esta é a segunda medida restritiva a carros que entra em vigor em Paris nesta semana. Nesta quarta (18), a velocidade dos veículos foi limitada a 20 quilômetros por hora. A prefeitura também determinou catraca livre no transporte público a fim de desencorajar o uso de carros.

A intenção da medida emergencial é controlar a poluição do ar, que detona a qualidade do ar e o visual das paisagens turísticas da cidade.

No sábado, o sistema de monitoração da qualidade do ar da cidade previu que a concentração de poluentes estava próxima do máximo recomendado, de 80 microgramas por metro cúbico. Para se ter uma base de comparação, em Pequim, na China, a poluição média é de 121 microgramas por metro cúbico.

No ano passado, estas mesmas medidas foram adotadas para tentar solucionar a crise de poluição do ar da cidade.” (Via BrasilPost)

Enquanto isso, atentemos para o diálogo da Promotora do MP, que foi endossada pela Justiça Paulista. Cito alguns trechos destacados por Nassif, mas indico fortemente ouvir os argumentos da promotora na íntegra, é um primor da não cidadania, é um primor de um Ministério Público completamente contrário ao que ele deveria se prestar, ou seja, a defesa de fato dos direitos do cidadão:

“A Constituição de 1988, conferiu ao Ministério Público, em seu art. 129 II, a função de “zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia”.

Em nenhum momento deste diálogo (veja trecho destacado abaixo) vemos os direitos dos cidadãos assegurados, o que vemos são os direitos dos carros sendo privilegiados. Em nenhum momento percebemos que esta promotora se deu ao trabalho de ver quantas pessoas morrem em acidente fatal atropeladas em suas bicicletas.

Participante – Para voltar a Avenida Paulista ao formato original. Quer dizer, mantém o ciclista exposto…

Promotora – Sabe por quê? Porque a gente não tem ainda a certeza, como ele falou, já houve um gasto, e por conta da falta de participação popular, por conta da falta de planejamento urbano…

Participante – A senhora sabia que todo ano a Associação de Ciclistas de São Paulo faz uma contagem na Avenida Paulista para mostrar a demanda real que já existe ali?

Promotora – Então o senhor veja, pelo menos pra nós não foi encaminhado nenhuma estatística…

Participante – Mas a senhora dialogou com as associações?

O Ministério Público e a Justiça de São Paulo com esta ação e concessão de liminar interrompendo a construção de ciclovias não põe apenas em risco a vida de ciclistas que em São Paulo a cada dois dias é vítima fatal de atropelamento no trânsito. Essa promotora e o juiz que lhe concedeu a liminar não lêem nem a Veja?

Continuemos com o diálogo entre ciclistas e promotora:

Promotora – Você está errado, o que se coloca aqui é que a política pública foi desprovida de estudo e de participação popular.

Participante – Desprovida? A gente consegue provar para a senhora que não foi desprovida. A gente, por exemplo, criou uma câmara temática de bicicletas para acompanhar a implementação com 22 membros, ciclistas da sociedade civil.

Promotora – Veja, o que se coloca aqui é que as oitivas têm que ser feitas não só com os ciclistas, mas com a população como um todo.

Participante – Isso é feito com o carro também? Obra viária é feito isso também? A senhora pede pra obra viária isso?

Este trecho do argumento da promotora é exemplar do que ela efetivamente defende:

“Lamentavelmente, a Cidade de São Paulo, ao contrário do que ocorre em Nova Iorque e em Amsterdã, não possui um transporte público de excelência e, por ora, não há alternativa de transporte público coletivo. A bicicleta não é um meio de transporte de massa, de modo que sua eficiência é questionável, pois sua capacidade é ínfima”.

Por que esta promotora não processou o governo do estado de São Paulo como fez o Ministério Público suíço em relação às empresas Alstom e Simiens envolvidas com o propinoduto tucano?

Se não temos transporte público de qualidade, é porque temos uma corrupção generalizada no governo do estado de São Paulo, um metrô menor que o de Santiago do Chile (que tem metade dos habitantes de São Paulo), é porque a corrupção na gestão de trens e metrôs paulistas faz a vida do cidadão paulistano que depende de transporte público ser um verdadeiro suplício nos trens da CPTM e nas linhas sucateadas do metrô paulistano. Será que a promotora não acha isso importante?

Já que esta promotora e este juiz parecem não ler nem a Veja, vou pedir que façam uma busca no Google com os termos ciclistas atropelados em São Paulo. São 254 mil entradas para esta busca. Promotora e Juízes podem ficar apenas nos casos que deram maior repercussão como o presidente da Lorenzetti morto na Avenida Sumaré em 2011, Juliana Dias em março de 2012, Marlon Moreira de Castro em outubro de 2014 e as centenas de trabalhadores mortos ou mutilados a cada dois dias na cidade, como David que teve o braço decepado por um motorista embriagado na Paulista que além de não parar, arrastou o braço da vítima por quilômetros enganchado no carro e ao descobrir a barbárie jogou o braço da vítima num córrego. O criminoso está solto sem nenhuma ação do Ministério Público em defesa do trabalhador que teve seu braço decepado no acidente

“Em seu parecer, o desembargador Breno Guimarães afirmou “estarem ausentes os requisitos para a manutenção da segregação cautelar” de Siwek. O magistrado ainda afirmou que a soltura do acusado não oferece “perigo à ordem pública”.

David foi atropelado na manhã do dia 10 de março, quando ia trabalhar, por Siwek. O ciclista estava na avenida Paulista. Seu braço ficou preso no carro e o universitário não parou para prestar socorro, levando consigo o membro superior de David. Minutos depois, Siwek jogou o braço do ciclista no córrego que divide as duas pistas da avenida Dr. Ricardo Jafet. ” Spresso SP.

Quando finalmente elegemos um prefeito que governa em defesa da vida, em defesa do transporte coletivo, que pensa uma cidade mais humana, com menos poluição de carros e menos violência no trânsito e mais segurança pra pedestres, ciclistas e para a maioria da população que anda de transporte público, temos um MP e uma Justiça empenhados em barrar as ações do prefeito Haddad em defesa do automóvel com os argumentos mais estapafúrdios e sem base na realidade.

Precisamos urgentemente decidir que cidade queremos e o MP e a Justiça de São Paulo precisam repensar seu papel urgentemente e agir em defesa do interesse público como prega a Constituição: “zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia”.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/mariafro/2015/03/22/de-barbarie-em-barbarie-mp-e-justica-paulista-de-maos-dadas-em-defesa-carro/

 

Inaugurado a Ciclofaixa de lazer em Santo André

A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos , implantará a partir do próximo domingo (1/12/15), 10,1 quilômetros de ciclofaixas de lazer na cidade, com funcionamento aos domingos, das 8h30 às 14h30, apoiadas por equipes do Departamento de Engenharia de Tráfego (DET). A estrutura montada consiste no isolamento de parte das vias criando uma área exclusiva para o trânsito de bicicletas.

Com 10, 1 quilômetros de extensão(custará aos cofres da prefeitura cerca de R$ 5 milhões ao ano.), o circuito parte do Paço, seguindo pela Perimetral, Santos Dumont, Artur de Queirós, General Glicério, Industrial, Parque Prefeito Celso Daniel, Rua Padre Vieira, Rua das Figueiras, Rua das Bandeiras, Avenida Manuel da Nóbrega, Rua Itambé e Queirós dos Santos. A montagem dos cones será feita a partir das 6h30 e a desmontagem até às 16h em toda a extensão do percurso que a ciclofaixa de lazer será instalada.

Para o secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, Paulinho Serra, a ciclofaixa será desenvolvida com ações e propostas voltadas às pessoas, “garantindo a equidade na utilização dos espaços urbanos e buscando a construção de uma cidade mais humana, com melhor qualidade de vida e desenvolvimento sustentável”, frisou Paulinho. Monitores uniformizados estarão nos cruzamentos semaforizados ou não e com bandeiras sinalizatórias para a segurança e auxílio dos motoristas e ciclistas em relação ao trânsito.

O trajeto a ser implantado compreende as seguintes vias:
– Paço Municipal;
– Avenida Edson Danilo Dotto;
– Avenida Santos Dumont;
– Avenida Artur de Queirós;
– Rua General Glicério;
– Avenida Industrial;
– Parque Prefeito Celso Daniel;
– Rua Padre Vieira;
– Rua das Figueiras;
– Rua das Bandeiras;
– Avenida Manuel da Nóbrega;
– Rua Itambé;
– Avenida Queirós dos Santos

Fonte: ABC do ABC Site de noticias, Metodista noticias

pelo valor tem que pedalar muito, sendo que a cidade necessita de ciclovias em minha opnião.

Dilma Rousseff incorpora propostas da carta compromisso pela mobilidade por bicicleta

Fonte: http://vadebike.org/2014/10/dilma-rousseff-carta-compromisso-mobilidade-bicicleta-ucb/

Errata: conforme solicitado em comentário, estamos reproduzindo apenas 2 parágrafos da notícia, porém, se alguém tiver informações sobre domínio público do que é postado na rede e quiser colaborar com o debate nos comentários, será bem vindo.

| ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO EM 24 DE OUTUBRO DE 2014

A candidatura de Dilma Rousseff (PT) à presidência divulgou nessa sexta-feira (24) o documento “Mais mobilidade nas cidades com o transporte não motorizado”, contendo 18 compromissos com a mobilidade urbana, sob a forma de propostas de políticas públicas para ciclistas e pedestres a serem implementadas pelo Governo Federal, caso seja eleita.

Destes compromissos, nove são a incorporação integral das propostas apresentadas pela União de Ciclistas do Brasil (UCB) na “Carta Compromisso com a Mobilidade Ciclística”. Outros cinco foram aproveitados parcialmente ou tiveram mudanças na redação.

Continue lendo no site do Vá de Bike.

“Guerra” contra ciclovias em São Paulo revela segregação

15 outubro, 2014 – 15:16

Fábio Arantes/Secom

Na cidade de São Paulo, o que era para ser uma política de mobilidade acabou se transformando em um debate ideológico sobre o direito à cidade

15/10/2014

Leonardo Ferreira

De São Paulo (SP)

Uma faixa exclusiva e devidamente sinalizada. Essa era uma exigência básica das pessoas que optaram pela bicicleta como principal forma de locomoção. A medida de segurança seria capaz de contribuir com a redução do número de acidentes e atropelamentos envolvendo ciclistas.

Na cidade de São Paulo não foi assim. O que era para ser uma política de mobilidade acabou se transformando em um debate ideológico sobre o direito à cidade.

A decisão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), de dar atenção a esse tipo de transporte gerou posicionamentos muitas vezes extremistas. Exemplo foi a reação de moradores de Higienópolis – um dos bairros nobres mais conservadores da capital paulista.

Alguns “ilustres”, como o senador e candidato à vice-presidência da República Aloysio Nunes (PSDB) reagiu assim: “Delírio autoritário de Haddad: esparrama ciclofaixas a torto e a direito, provocando revolta nos moradores de Higienópolis”, esbravejou em comentário nas redes sociais.

A declaração de Aloysio se deu quando a cidade completava 120 quilômetros de vias exclusivas para bicicletas. A meta da Prefeitura é chegar a 400 quilômetros até o final de 2015 a um custo de aproximadamente R$ 80 milhões.

A jornalista e cicloativista Renata Falzoni, umas das pioneiras na valorização do uso da bicicleta no país, vê a disputa como exemplo da segregação que existe no Brasil.

“É a síndrome de Higienópolis. Existe no Brasil uma ‘agorafobia’ muito grande de uma classe melhor aquinhoada de status social que tem medo de andar no espaço público, que tem medo de compartilhar o espaço público de pessoas de classes menos favorecidas. O problema é de uma segregação social que o país tem que não traz à baila que não discute”, destaca Falzoni, que também é formada em arquitetura.

A reação enfurecida de moradores de bairros nobres da capital paulista demonstrou ser um caso isolado, pois não foi registrada no recente levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O órgão de trânsito mostra que 88% dos paulistanos aprovam a construção e ampliação de ciclovias na cidade.

“Num primeiro momento você cria essa onda de pessoas contra, mas a primeira pesquisa que o Ibope fez já deu que 88% querem a estrutura cicloviária e 92% querem a estrutura de ônibus, que são os corredores. Então está aí, a solução é essa. O que a gente precisa é rapidamente mudar os nossos hábitos”, enfatiza Falzoni.

Atualmente, segundo estudos da Prefeitura de São Paulo, andam pelas ruas paulistanas mais de 500 mil ciclistas. A grande maioria utiliza a bicicleta não como instrumento de lazer, mas para fazer trajetos diários.

“Existe uma ideia de que a bicicleta é elitizada e isso não é verdade. Pelo menos 70% dos que utilizam bicicleta na cidade de São Paulo são trabalhadores mais pobres ao contrário da ideia que se tem de que a bicicleta é um elemento elitizado”, provoca Gabriel Di Pierro, da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade).

Levantamento da Secretaria de Estadual da Saúde de São Paulo, divulgado no início de 2013, revelou que a cada dois dias morria pelo menos um ciclista internado em algum hospital público do estado em consequência de acidente de trânsito.

Para Carlos Aranha, do GT de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo, o que está acontecendo na capital em relação às ciclofaixas abre esperança para o resgate do direito à cidade.

“Uma ciclovia que não tira faixa de rolamento da rua, tira a privatização do espaço público, que era o estacionamento de carros particulares e hoje é uma via segura para o ciclista. Você vê pessoas reclamando disso, você entende que ainda existe um pensando individualizado e egoísta muito forte”, comenta.

Ainda de acordo com a Secretaria da Saúde, em média nove usuários de bicicleta são internados todos os dias na rede pública de São Paulo. As lesões mais frequentes sofridas pelos ciclistas são traumatismos craniano e da coluna vertebral e fraturas na bacia, no antebraço, no fêmur e na tíbia. O integrante da Nossa São Paulo considera o momento importante para que a cidade deixe de ser modelo negativo para o país.

“Em mobilidade urbana, São Paulo tem sido um modelo ruim para o Brasil há décadas e a gente agora parece que vai começar assim um modelo bom, uma referência positiva para o restante do Brasil”, conclui Aranha.

A disputa pelo direito aos espaços públicos não termina em Higienópolis. A partir de janeiro, uma das principais vias da capital começa a receber ciclofaixas, a Avenida Paulista. Em março de 2013, o ciclista David Santos, 22, teve um braço decepado ao ser atropelado no local pelo estudante Alex Kozloff Siwek. O acidente teve grande repercussão e foi marcado pela fuga do motorista, que lançou o braço da vítima em um córrego.

Protestos de Junho

Questão central em toda cidade, a mobilidade urbana está ligada principalmente ao acesso à cidade e aos serviços públicos. Estopim das manifestações de junho de 2013, a questão levou milhões de brasileiros às ruas – a princípio pela redução das tarifas e por melhores condições de transporte. Entretanto, o tema não chega a ser protagonista das grandes discussões no país, embora tenha sido pano de fundo por mudanças no quadro político brasileiro.

Historicamente, o modelo de cidade nos grandes centros urbanos tem estimulado o transporte individual de carros, a chamada “cultura do automóvel”, deixando em segundo plano o transporte coletivo e alternativas como as ciclovias e as faixas exclusivas de ônibus. Em outras partes do mundo, muitas opções têm melhor sucesso que o uso de automóveis.

“Os países do século 20 compraram sem questionar essa mobilidade em carro individual. Foi talvez uma das indústrias mais eficientes do planeta essa da indústria automobilística de imaginar que o progresso e a felicidade vinham com a carro individual. A conta não fecha”, comenta a jornalista e cicloativista Renata Falzoni.

Segundo pesquisa da Rede Nossa São Paulo, o paulistano gasta diariamente uma média de 2 horas e 46 minutos para se deslocar pela cidade seja de metrô, carro, ônibus, bicicleta ou a pé.

Desde 2013, a cidade tem cerca de 320 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus, número que vem crescendo a cada mês. Recente levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que os ônibus da capital paulista estão 68% mais rápidos nas novas faixas exclusivas para transporte público.

Expansão automobilística

Segundos dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), entre 2003 e 2013, a frota de carros quase dobrou, chegando a um aumento de 123%. Para se ter uma ideia, é como se nos últimos anos, o Brasil ganhasse uma média de 12 mil por dia. A frota de motos foi multiplicada por seis. Já ônibus e trens cresceram apenas 23%.

“Não cabe todo mundo se movimentando ao mesmo tempo de carro. E a nossa cidade já vem mostrando isso há muito tempo. A diferença é que agora a gente começou acordar e a atual gestão começou a ter coragem de discutir isso”, comenta Carlos Aranha, do GT de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo.

Atualmente, o Brasil possui uma frota de mais de mais 80 milhões de veículos. Os carros ainda são maioria, seguidos pelas motocicletas. E a conclusão é óbvia: junto com o aumento da frota de veículos, aumentam também o tempo gasto no trânsito, a poluição e o número de acidentes. Falzoni acrescenta o problema da localidade das moradias como um agravante.

“Então para que nós tenhamos uma mobilidade digna e transporte público digno, você tem que ter trabalhador morando no centro, perto dos empregos e você tem que ter empregos na periferia, você tem que ter um adensamento ao longo dos corredores de ônibus, dos corredores de metrô e de trem”, conclui Falzoni.

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/30153

Plenária sobre Mobilidade Urbana em Mauá

Em 20/03/14 participei de uma (no Parque das Américas) das cinco Plenárias de Mobilidade Urbana que estão sendo promovidas pela atual gestão municipal. Estava marcada pras 19h e começou as 19:30h com a fala do prefeito Donisete Braga, que, dentre muitas coisas sobre diversos assuntos, considero mais importante a explicação sobre o retorno, para a Prefeitura, do direito de abrir novas licitações e retomar o controle sobre o transporte. Também garantiu que a nova licitação será só para modelos 2014/2014 (se agente quiser ao invés de um modelo 2014, dois modelos 2010 problema nosso).  Após a fala, se retirou pra outro compromisso.

Na sequência, apresentação de vídeo institucional relatando os projetos da Prefeitura (basicamente: viaduto, ponte, mais pistas) para a mobilidade, seguidas de falas chatas (à essa altura eu já estava chata também, que saco! Agente só ouve, ouve, quando é que agente pode falar!) dos secretários, Rômulo (Relações Institucionais), Paulo Eugênio (Mobilidade Urbana) e Edilson de Paula (Governo), além do vereador José Cassimiro (PT).

Auto-elogios, sobre construção do Rodoanel, Shopping, uma explicação apressada sobre a lei da Mobilidade de 2012 e a consequente necessidade de elaboração do Plano Municipal até 2015, e as 20:30h, se abriu o microfone para a “participação popular”. Quem quisesse se candidatar para delegado, também já poderia tê-lo feito desde o início, deixando o nome com uma pessoa responsável.

Nem consegui prestar muita atenção nas outras falas, uma vez que estava concentrada no que eu ia dizer nos meus míseros 2 minutos, mas foram sobre mudança de nome da estação de trem para Parque das Américas ao invés de Guapituba; alguma reclamação sobre denúncia feita à prefeitura que não dá em nada (essa nem ouvi direito porque a próxima a falar seria eu), minha fala, que direi adiante; um senhor cego que falou sobre os problemas com calçadas; solicitação de faixa de pedestre; alteração de linha de ônibus; adequação para mobilidade de deficientes e acabou. Falas pontuais, problemas pontuais que, espero eu, não se pareçam em nada com participação, decisão, autonomia. Espero que possamos muito mais!

Na minha fala, procurei retomar os últimos acontecimentos que sacudiram o país inteiro. Relembrei que em dezembro de 2012 nos tornamos a cidade com a passagem mais cara, também do país inteiro. Muitas pessoas, mais gente que as 141 daquela plenária, foram às ruas protestar e tiveram como resposta os ouvidos atentos da polícia militar e guarda civil, paramentadas com cavalaria, bomba de gás, balas de borracha. Já na plenária engomadinha sugeri então que a cidade adote a tarifa zero para os transportes – creio que era o mais sensato a se indicar. Com relação ao transporte por bicicletas, na cidade que detém o maior bicicletário da América Latina, lembrei quão vergonhosa é a infraestrutura do modal por aqui, e já que se planejam tantos viadutospontespistas novas, que se comemora rodoanel e shopping, que pelo menos adaptem as duas passarelas existentes entre as estações Guapituba e Mauá.

Paulo Eugênio comentou todas as falas. Sobre as minhas indicações: sim, é possível a tarifa zero, só não tem dinheiro pra isso agora. E quanto às passarelas, são do governo do estado e parecem que serão contempladas nas reformas estatais. Também acha que precisa melhorar a infraestrutura cicloviária.

Sobre os delgados, haviam 14 vagas, mas só 6 pessoas se candidataram, entre elas, eu. O que faremos? Depois que o plano estiver pronto, elaborado por uma empresa que não sabemos qual, seremos chamadxs novamente a “participar”.

Ao final, fotos, com as quais contribuí com meu sorriso amarelo e cansado.

Outras notícias sobre o assunto:

Nova licitação dos transportes é apresentada aos munícipes

Prefeitura promove reuniões plenárias para discutir mobilidade

Primeira plenária da Mobilidade elege seis delegados no Jardim Zaíra

Segunda plenária da Mobilidade reúne 141 pessoas no Parque das Américas

Prefeitura promove reuniões plenárias para discutir mobilidade

Fonte: http://www.maua.sp.gov.br/Not.aspx?NoticiaID=2418

12/03/2014

Prefeitura promove reuniões plenárias para discutir mobilidade

Encontros servirão para identificar necessidades e definir projetos para a área

Roberto Mourão/ PM

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Plenárias serão realizadas em cinco regiões da cidade de 18 a 27 de março

No mês de março a Prefeitura de Mauá convida os munícipes a participarem das Plenárias da Mobilidade Urbana. Serão cinco reuniões, realizadas em vários pontos da cidade, para identificar as necessidades da população no que se refere a essa área. O objetivo é elaborar o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, que traçará projetos e ações a serem implantados nos próximos anos. Além de definir prioridades para ação na área, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana auxilia a administração na captação de recursos públicos via PAC.

Mauá está crescendo rápido. Segundo o IBGE, a população saltou de 400 mil habitantes em 2005 para 445 mil em 2013. Dados do Denatran mostram que, nesse mesmo período, o número de veículos que compõem a frota mais que dobrou, passando de 75.200 para 175 mil emplacados em 2013. Isso sem contar os trabalhadores e visitantes que circulam todos os dias por nossas ruas.

Quando se fala de Mobilidade Urbana é preciso pensar em tudo o que se refere aos deslocamentos – de pessoas e de veículos – na cidade. Fazem parte da Mobilidade Urbana ações como instalação e conservação de ciclovias, ciclofaixas e afins, manutenção de calçadas, acessibilidade, instalação de abrigos, pavimentação e conservação de ruas, sinalização, controle de tráfego de veículos e, evidentemente, controle do sistema de transporte coletivo na cidade.

O calendário das reuniões plenárias será o seguinte:

Dia 18/03/2014 às 19h – Jardim Zaíra
Local: Escola Municipal Therezinha Leardini Branco – Avenida Presidente Castelo Branco, 1884, Jardim Zaíra

Dia 20/03/2014 às 19h – Parque das Américas
Local: Escola Municipal Ana Augusta de Souza – Rua Cuba, 380, Parque das Américas

Dia 21/03/2014 às 19h – Eixo Barão
Local: Escola Municipal Galdino Jesus dos Santos – Rua João Batista Pantano, 180, Jardim Canadá

Dia 25/03/2014 às 19h – Vila Magine
Local: CEMEI Cleberson da Silva – Rua da Pátria, 237, Vila Magine

Dia 27/03/2014 às 19h – Jardim Primavera/Camila
Local: Escola Municipal Guimarães Rosa – Rua Dr. Ariocy R. Costa, 75, São Jorge do Guapituba

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Mauá

Secretaria de Comunicação Social
14/03/2014 19:07