Acidente mata repórter do Diário

Fonte: http://www.dgabc.com.br/Noticia/1690088/acidente-mata-reporter-do-diario

Publicado em sábado, 9 de janeiro de 2016 às 06:00 Histórico

Acidente mata repórter do Diário

Caroline Garcia

Do Diário do Grande ABC

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Leone Farias, jornalista do Diário, foi vítima fatal de acidente de trânsito quando pedalava pela Avenida Goiás, em São Caetano, na manhã de ontem. Aos 48 anos, – 17 deles na editoria de Economia do jornal – o profissional deixa mulher e dois filhos.

Costumeiramente, Leone andava de bicicleta pelo local. Ontem, por volta das 6h45, ele seguia no sentido Santo André-São Caetano e, na altura do número 3.499 da via, próximo à USCS (Universidade Municipal de São Caetano), teria se desequilibrado e caído da bicicleta no mesmo momento em que passava um caminhão-tanque, que o atropelou.

De acordo com depoimento prestado pelo motorista do veículo, Sérgio Zanetti, 50, eles já teriam se emparelhado algumas vezes desde a Avenida Dom Pedro II, em Santo André. Já na Avenida Goiás, o caminhão, que pertence à empresa de rede de postos de combustíveis Agrisal, teria ultrapassado a bicicleta do jornalista e seguia em velocidade baixa devido ao semáforo fechado à frente.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, quando o sinal abriu, o motorista prosseguiu, mas foi alertado pela buzina de outros carros. Ao olhar pelo retrovisor direito, viu a bicicleta no chão. Zanetti parou o veículo e encontrou o jornalista caído sob o sétimo eixo do caminhão, já sem vida.

O delegado do 2º DP (Santa Maria) de São Caetano, Hildo Estraioto Júnior, afirmou que o motorista não apresentava qualquer sinal indicativo de ingestão de bebida alcoólica. Os documentos, tanto do veículo como o de Zanetti, estavam em dia.

“Tudo indica que foi uma fatalidade. Por algum motivo ele (Leone) se desequilibrou da bicicleta e acabou caindo debaixo do caminhão. Vamos, agora, analisar as câmeras de vigilância do local e falar com possíveis testemunhas do acidente”, disse o delegado.

O caso foi registrado como homicídio culposo, sem intenção de matar. Procurado pela equipe de reportagem, o advogado da Agrisal não foi encontrado até o fechamento desta edição.

TRAJETÓRIA

Formado pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) em Jornalismo e Sociologia, Leone se destacou ao longo dos seus 17 anos como profissional do Diário, emplacando grandes reportagens de repercussão regional e nacional nas áreas petroquímica, automotiva, sindical e de micro e macroeconomia.

O profissional passaria o mês de janeiro de férias. Na segunda-feira, foi publicada reportagem de sua autoria que destacava ações de gestores de pequenas empresas para driblar a crise.

HOMENAGEM

A mulher de Leone, Sílvia Farias Ropero, 45, enalteceu as qualidades do marido. Vou morrer de saudade do seu companheirismo, sua amizade, seu humor. Como eu tenho orgulho dele! De todas as superações, das vezes em que enfrentou seus medos. Ele é um exemplo para mim. Ouvimos muitos elogios sobre sua integridade e profissionalismo. Mas, para nós, seu maior exemplo foi o de pai e marido. Com muita paciência e dedicação nos ensinou sobre honestidade, comprometimento, bondade, serviço e humildade. Foi o melhor homem que conheci. Meu grande amor.”

Leone deixa a filha, a também jornalista Caroline Ropero Medeiros Pájaro, 25, e o filho Lucas Ropero Farias, 10.

O enterro do jornalista será hoje, às 11h, no Cemitério do Morumbi, na Capital.

 Falhas no asfalto são alvo de queixas de comerciantes da localidade

O local onde aconteceu o acidente que vitimou o repórter do Diário Leone Farias é repleto de desníveis no asfalto. Pessoas que trabalham nas proximidades reclamam das diversas ondulações na pavimentação, propícias a causar ocorrências, principalmente ao tentar desviar delas.

“Duas vezes por mês tem batida de carro por aqui. Onde o ciclista caiu está tudo ruim”, falou um funcionário da concessionária localizada em frente onde se deu a fatalidade e que, abalado, preferiu não se identificar. O homem conta que Leone pedalava na faixa branca da avenida, que fica bem próxima à guia e rente onde passam os veículos. “Acho que ele foi desviar dos buracos e acabou se desequilibrando, caindo para debaixo do caminhão que passava, quase parando, já que o semáforo estava fechado”, disse o funcionário. “Os peritos disseram que, pela posição da bicicleta, dá a entender que as ondulações fizeram ele perder o controle”, completou. No boletim de ocorrência, consta que a bicicleta apresentava danos aparentes apenas no selim, restando intactos demais componentes, “sugerindo que o caminhão não passou por cima dela.”

A atendente da loja de conveniência do posto de combustíveis instalado na área Vanusa Sampaio, 44, compartilhou da reclamação do asfalto. “Não dá para passar em alta velocidade com esse monte de ondulação”, comentou, lembrando que Farias esteve no estabelecimento na quarta-feira, de bicicleta, para comprar água. “Ficamos todos abalados.”

Procurada para comentar se há projetos de melhoria para a via, a Prefeitura de São Caetano afirmou que o local faz parte do Programa Asfalto Novo, que entrará em nova etapa em breve.

Grande ABC mantém 37,78 quilômetros de ciclovias

O Grande ABC possui 37,78 quilômetros de ciclovia, faixa fixa destinada exclusivamente aos ciclistas. Os números são considerados tímidos pelos especialistas ouvidos pelo Diário. Em resposta, as prefeituras destacam ter planos para ampliar os espaços.

Santo André é a cidade responsável pela maior extensão, com 19,38 quilômetros, incluindo a Avenida das Nações, Estrada do Pedroso, Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo, entre outras. Há previsão de que a cidade chegue até o fim de 2016 com 23,68 quilômetros de vias.

Mauá conta com 11 quilômetros de ciclovia, que funciona com restrição de horário na Avenida Papa João XXIII, Rua Santa Helena, Avenida Washington Luiz, entre outras. A cidade estuda a construção de mais vias, mas não tem nenhum projeto em andamento.

São Caetano possui três quilômetros de ciclovia na Avenida Presidente Kennedy. O município iniciou, em agosto de 2015, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana. O documento, que deve ser concluído em agosto, indicará onde são necessárias espaços do tipo.

Diadema tem apenas uma ciclofaixa, na Avenida Paranapanema. Em Rio Grande da Serra, a implantação de ciclovias está incluída no plano de mobilidade urbana, mas não foram fornecidos prazos. As demais cidades não responderam, porém, segundo o último levantamento do Diário, São Bernardo tinha 4,4 quilômetros.

“Os ciclistas precisam se sentir seguros para andar nas vias. Hoje, eles não têm confiança para andar no trânsito e a ciclovia, que deve interligar a maioria dos locais, deve oferecer isso”, disse o professor de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Paulo Bacaltchuck.

Para o chefe do departamento de Medicina de Tráfego da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) Dirceu Rodrigues Júnior, o número de ciclistas cresceu e as vias não acompanharam.

O responsável pela divisão operacional da PM (Polícia Militar) na região, capitão Vlamir Luz Machado, afirma que há necessidade de educação no trânsito. “Os veículos precisam respeitar a bicicleta, além de manter a distância de um metro e meio”, afirmou.

ACIDENTES

Este é o segundo acidente com vítima fatal envolvendo bicicletas no Grande ABC nesta semana. Um menino de 13 anos perdeu a vida em Santo André, na quarta-feira, quando voltava para casa após passeio com a família.

São Caetano não registrava acidentes fatais com ciclistas desde 2014. Santo André observou 65 acidentes em 2014 e 52 em 2015, sendo um fatal. Em Mauá, foram 15 ocorrências em 2014, sendo uma morte, e 12 no ano passado.

Colaboraram Vanessa de Oliveira e Yara Ferraz

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Vila Luzita vai ganhar ciclovia em três meses.

Tiago Oliveira

No entanto, haverá estreitamento das faixas nessas vias, o que significa que os carros ficarão mais próximos (Foto: Banco de Dados)

Santo André vai começar a instalar na primeira quinzena de maio uma nova ciclovia que vai ligar a Estrada do Pedroso até a estação Santo André da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A obra vai durar 90 dias.

A ciclovia terá 10 km de extensão e vai passar pelas avenidas Capitão Mário Toledo de Camargo, Santos Dumont e Queirós dos Santos. As obras terão duração de três meses.
A promessa da Prefeitura é que nenhuma faixa de rolamento das avenidas precisará ser eliminada para dar espaço para as bicicletas. No entanto, haverá estreitamento das faixas nessas vias, o que significa que os carros ficarão mais próximos.

Em alguns locais, as mudanças podem dificultar a vida dos motociclistas, acostumados a utilizar o espaço entre os veículos para cortar o trânsito. A faixa dedicada às bikes não vai provocar mudanças em faixas exclusivas de ônibus ou reduzir vagas de Zona Azul.

Também no mês de maio começarão a ser implantadas as ciclovias da avenida Prestes Maia (3,9 km) e da rua Adriático (1 km). “A gente espera que com a estruturação desse roteiro, mais pessoas deixem o carro o caso e passem a usar bicicleta”, afirma o secretário de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, Paulinho Serra.

Nos próximos dias o governo vai enviar para a Câmara projeto de lei com o objetivo tornar a implantação de ciclofaixas e ciclovias como programa permanente do município. Os investimentos são provenientes do Fundo Municipal de Trânsito.

Rede

Santo André enfrenta o mesmo problema que outras cidades da região: possui ciclovias que não estão conectadas, o que dificulta a utilização de bicicletas como meios de transporte capazes de substituir o carro ou o ônibus. O município possui 11,1 km de ciclovias.

A Prefeitura promete mudar essa realidade com um plano de instalação de 40,3 km de ciclovias até 2017, que formarão uma rede formada por sete rotas. Entre as vias que terão espaço dedicado a bicicletas estão a rua das Figueiras, rua Jorge Beretta, avenida Firestone, avenida dos Estados e avenida Presidente Costa e Silva.

A partir do próximo domingo (3) a ciclofaixa de lazer, que funciona entre 10h e 16h, vai mudar de horário. O serviço passará a estar disponível das 7h30 às 13h30. A Prefeitura avalia que o novo período é mais adequado à demanda de ciclistas, que pediam que a abertura da ciclofaixa ocorresse mais cedo.

Fonte: http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/513536/vila-luzita-vai-ganhar-ciclovia-em-tres-meses/?utm_source=MadMimi&utm_medium=email&utm_content=Economia+do+ABC+encolhe+5_+em+2014%2C+aponta+Observat%C3%B3rio+Econ%C3%B4mico&utm_campaign=20150430_m125578425_Economia+do+ABC+encolhe+5_+em+2014%2C+aponta+Observat%C3%B3rio+Econ%C3%B4mico&utm_term=Imagens_aspx_3Fimg_3D84275d90aa_jpg_26pasta_3Ddestaques_26largura_3D90

De barbárie em barbárie MP e Justiça Paulista de mãos dadas em defesa do carro.

Por Maria Frô

março 22, 2015 09:57

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O prefeito de Paris acaba de tirar METADE dos carros de circulação em PARIS. Eu disse METADE.

Vamos à notícia:

“A partir desta segunda-feira (23), Paris deverá cortar pela metade o número de carros nas ruas. As informações são do jornal Le Monde.

A prefeitura da cidade anunciou que carros com placas ímpares só poderão circular em dias ímpares, e carros com placas pares só poderão circular em dias pares. As restrições não se aplicam a táxis, veículos híbridos e carros que carreguem mais de três pessoas.

Esta é a segunda medida restritiva a carros que entra em vigor em Paris nesta semana. Nesta quarta (18), a velocidade dos veículos foi limitada a 20 quilômetros por hora. A prefeitura também determinou catraca livre no transporte público a fim de desencorajar o uso de carros.

A intenção da medida emergencial é controlar a poluição do ar, que detona a qualidade do ar e o visual das paisagens turísticas da cidade.

No sábado, o sistema de monitoração da qualidade do ar da cidade previu que a concentração de poluentes estava próxima do máximo recomendado, de 80 microgramas por metro cúbico. Para se ter uma base de comparação, em Pequim, na China, a poluição média é de 121 microgramas por metro cúbico.

No ano passado, estas mesmas medidas foram adotadas para tentar solucionar a crise de poluição do ar da cidade.” (Via BrasilPost)

Enquanto isso, atentemos para o diálogo da Promotora do MP, que foi endossada pela Justiça Paulista. Cito alguns trechos destacados por Nassif, mas indico fortemente ouvir os argumentos da promotora na íntegra, é um primor da não cidadania, é um primor de um Ministério Público completamente contrário ao que ele deveria se prestar, ou seja, a defesa de fato dos direitos do cidadão:

“A Constituição de 1988, conferiu ao Ministério Público, em seu art. 129 II, a função de “zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia”.

Em nenhum momento deste diálogo (veja trecho destacado abaixo) vemos os direitos dos cidadãos assegurados, o que vemos são os direitos dos carros sendo privilegiados. Em nenhum momento percebemos que esta promotora se deu ao trabalho de ver quantas pessoas morrem em acidente fatal atropeladas em suas bicicletas.

Participante – Para voltar a Avenida Paulista ao formato original. Quer dizer, mantém o ciclista exposto…

Promotora – Sabe por quê? Porque a gente não tem ainda a certeza, como ele falou, já houve um gasto, e por conta da falta de participação popular, por conta da falta de planejamento urbano…

Participante – A senhora sabia que todo ano a Associação de Ciclistas de São Paulo faz uma contagem na Avenida Paulista para mostrar a demanda real que já existe ali?

Promotora – Então o senhor veja, pelo menos pra nós não foi encaminhado nenhuma estatística…

Participante – Mas a senhora dialogou com as associações?

O Ministério Público e a Justiça de São Paulo com esta ação e concessão de liminar interrompendo a construção de ciclovias não põe apenas em risco a vida de ciclistas que em São Paulo a cada dois dias é vítima fatal de atropelamento no trânsito. Essa promotora e o juiz que lhe concedeu a liminar não lêem nem a Veja?

Continuemos com o diálogo entre ciclistas e promotora:

Promotora – Você está errado, o que se coloca aqui é que a política pública foi desprovida de estudo e de participação popular.

Participante – Desprovida? A gente consegue provar para a senhora que não foi desprovida. A gente, por exemplo, criou uma câmara temática de bicicletas para acompanhar a implementação com 22 membros, ciclistas da sociedade civil.

Promotora – Veja, o que se coloca aqui é que as oitivas têm que ser feitas não só com os ciclistas, mas com a população como um todo.

Participante – Isso é feito com o carro também? Obra viária é feito isso também? A senhora pede pra obra viária isso?

Este trecho do argumento da promotora é exemplar do que ela efetivamente defende:

“Lamentavelmente, a Cidade de São Paulo, ao contrário do que ocorre em Nova Iorque e em Amsterdã, não possui um transporte público de excelência e, por ora, não há alternativa de transporte público coletivo. A bicicleta não é um meio de transporte de massa, de modo que sua eficiência é questionável, pois sua capacidade é ínfima”.

Por que esta promotora não processou o governo do estado de São Paulo como fez o Ministério Público suíço em relação às empresas Alstom e Simiens envolvidas com o propinoduto tucano?

Se não temos transporte público de qualidade, é porque temos uma corrupção generalizada no governo do estado de São Paulo, um metrô menor que o de Santiago do Chile (que tem metade dos habitantes de São Paulo), é porque a corrupção na gestão de trens e metrôs paulistas faz a vida do cidadão paulistano que depende de transporte público ser um verdadeiro suplício nos trens da CPTM e nas linhas sucateadas do metrô paulistano. Será que a promotora não acha isso importante?

Já que esta promotora e este juiz parecem não ler nem a Veja, vou pedir que façam uma busca no Google com os termos ciclistas atropelados em São Paulo. São 254 mil entradas para esta busca. Promotora e Juízes podem ficar apenas nos casos que deram maior repercussão como o presidente da Lorenzetti morto na Avenida Sumaré em 2011, Juliana Dias em março de 2012, Marlon Moreira de Castro em outubro de 2014 e as centenas de trabalhadores mortos ou mutilados a cada dois dias na cidade, como David que teve o braço decepado por um motorista embriagado na Paulista que além de não parar, arrastou o braço da vítima por quilômetros enganchado no carro e ao descobrir a barbárie jogou o braço da vítima num córrego. O criminoso está solto sem nenhuma ação do Ministério Público em defesa do trabalhador que teve seu braço decepado no acidente

“Em seu parecer, o desembargador Breno Guimarães afirmou “estarem ausentes os requisitos para a manutenção da segregação cautelar” de Siwek. O magistrado ainda afirmou que a soltura do acusado não oferece “perigo à ordem pública”.

David foi atropelado na manhã do dia 10 de março, quando ia trabalhar, por Siwek. O ciclista estava na avenida Paulista. Seu braço ficou preso no carro e o universitário não parou para prestar socorro, levando consigo o membro superior de David. Minutos depois, Siwek jogou o braço do ciclista no córrego que divide as duas pistas da avenida Dr. Ricardo Jafet. ” Spresso SP.

Quando finalmente elegemos um prefeito que governa em defesa da vida, em defesa do transporte coletivo, que pensa uma cidade mais humana, com menos poluição de carros e menos violência no trânsito e mais segurança pra pedestres, ciclistas e para a maioria da população que anda de transporte público, temos um MP e uma Justiça empenhados em barrar as ações do prefeito Haddad em defesa do automóvel com os argumentos mais estapafúrdios e sem base na realidade.

Precisamos urgentemente decidir que cidade queremos e o MP e a Justiça de São Paulo precisam repensar seu papel urgentemente e agir em defesa do interesse público como prega a Constituição: “zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia”.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/mariafro/2015/03/22/de-barbarie-em-barbarie-mp-e-justica-paulista-de-maos-dadas-em-defesa-carro/

 

Ciclista de SÃO BERNARDO DO CAMPO morre atropelado na Av. Paulista, em São Paulo

Fonte: http://vadebike.org/2014/10/ciclista-marlon-moreira-de-castro-morre-atropelado-av-paulista/

Ciclista morre atropelado na Av. Paulista, em São Paulo

 A avenida símbolo da cidade de São Paulo, a Paulista, foi cenário de mais uma morte de ciclista nessa segunda-feira, 27 de outubro. O atropelamento ocorreu por volta das 12h30 no cruzamento com a Av. Brigadeiro Luis Antônio – que já foi chamado de esquina da morte, devido ao alto índice de atropelamentos no local. A Brigadeiro é, inclusive, a avenida campeã em atropelamentos.
A vítima foi Marlon Moreira de Castro, de 35 anos, que trabalhava como bike courier na empresa Ecolivery Courrieros. O ciclista trabalhava com entregas há cerca de três anos e morava em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
Continue lendo no site do Vá de Bike.

Dilma Rousseff incorpora propostas da carta compromisso pela mobilidade por bicicleta

Fonte: http://vadebike.org/2014/10/dilma-rousseff-carta-compromisso-mobilidade-bicicleta-ucb/

Errata: conforme solicitado em comentário, estamos reproduzindo apenas 2 parágrafos da notícia, porém, se alguém tiver informações sobre domínio público do que é postado na rede e quiser colaborar com o debate nos comentários, será bem vindo.

| ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO EM 24 DE OUTUBRO DE 2014

A candidatura de Dilma Rousseff (PT) à presidência divulgou nessa sexta-feira (24) o documento “Mais mobilidade nas cidades com o transporte não motorizado”, contendo 18 compromissos com a mobilidade urbana, sob a forma de propostas de políticas públicas para ciclistas e pedestres a serem implementadas pelo Governo Federal, caso seja eleita.

Destes compromissos, nove são a incorporação integral das propostas apresentadas pela União de Ciclistas do Brasil (UCB) na “Carta Compromisso com a Mobilidade Ciclística”. Outros cinco foram aproveitados parcialmente ou tiveram mudanças na redação.

Continue lendo no site do Vá de Bike.

“Guerra” contra ciclovias em São Paulo revela segregação

15 outubro, 2014 – 15:16

Fábio Arantes/Secom

Na cidade de São Paulo, o que era para ser uma política de mobilidade acabou se transformando em um debate ideológico sobre o direito à cidade

15/10/2014

Leonardo Ferreira

De São Paulo (SP)

Uma faixa exclusiva e devidamente sinalizada. Essa era uma exigência básica das pessoas que optaram pela bicicleta como principal forma de locomoção. A medida de segurança seria capaz de contribuir com a redução do número de acidentes e atropelamentos envolvendo ciclistas.

Na cidade de São Paulo não foi assim. O que era para ser uma política de mobilidade acabou se transformando em um debate ideológico sobre o direito à cidade.

A decisão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), de dar atenção a esse tipo de transporte gerou posicionamentos muitas vezes extremistas. Exemplo foi a reação de moradores de Higienópolis – um dos bairros nobres mais conservadores da capital paulista.

Alguns “ilustres”, como o senador e candidato à vice-presidência da República Aloysio Nunes (PSDB) reagiu assim: “Delírio autoritário de Haddad: esparrama ciclofaixas a torto e a direito, provocando revolta nos moradores de Higienópolis”, esbravejou em comentário nas redes sociais.

A declaração de Aloysio se deu quando a cidade completava 120 quilômetros de vias exclusivas para bicicletas. A meta da Prefeitura é chegar a 400 quilômetros até o final de 2015 a um custo de aproximadamente R$ 80 milhões.

A jornalista e cicloativista Renata Falzoni, umas das pioneiras na valorização do uso da bicicleta no país, vê a disputa como exemplo da segregação que existe no Brasil.

“É a síndrome de Higienópolis. Existe no Brasil uma ‘agorafobia’ muito grande de uma classe melhor aquinhoada de status social que tem medo de andar no espaço público, que tem medo de compartilhar o espaço público de pessoas de classes menos favorecidas. O problema é de uma segregação social que o país tem que não traz à baila que não discute”, destaca Falzoni, que também é formada em arquitetura.

A reação enfurecida de moradores de bairros nobres da capital paulista demonstrou ser um caso isolado, pois não foi registrada no recente levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O órgão de trânsito mostra que 88% dos paulistanos aprovam a construção e ampliação de ciclovias na cidade.

“Num primeiro momento você cria essa onda de pessoas contra, mas a primeira pesquisa que o Ibope fez já deu que 88% querem a estrutura cicloviária e 92% querem a estrutura de ônibus, que são os corredores. Então está aí, a solução é essa. O que a gente precisa é rapidamente mudar os nossos hábitos”, enfatiza Falzoni.

Atualmente, segundo estudos da Prefeitura de São Paulo, andam pelas ruas paulistanas mais de 500 mil ciclistas. A grande maioria utiliza a bicicleta não como instrumento de lazer, mas para fazer trajetos diários.

“Existe uma ideia de que a bicicleta é elitizada e isso não é verdade. Pelo menos 70% dos que utilizam bicicleta na cidade de São Paulo são trabalhadores mais pobres ao contrário da ideia que se tem de que a bicicleta é um elemento elitizado”, provoca Gabriel Di Pierro, da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade).

Levantamento da Secretaria de Estadual da Saúde de São Paulo, divulgado no início de 2013, revelou que a cada dois dias morria pelo menos um ciclista internado em algum hospital público do estado em consequência de acidente de trânsito.

Para Carlos Aranha, do GT de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo, o que está acontecendo na capital em relação às ciclofaixas abre esperança para o resgate do direito à cidade.

“Uma ciclovia que não tira faixa de rolamento da rua, tira a privatização do espaço público, que era o estacionamento de carros particulares e hoje é uma via segura para o ciclista. Você vê pessoas reclamando disso, você entende que ainda existe um pensando individualizado e egoísta muito forte”, comenta.

Ainda de acordo com a Secretaria da Saúde, em média nove usuários de bicicleta são internados todos os dias na rede pública de São Paulo. As lesões mais frequentes sofridas pelos ciclistas são traumatismos craniano e da coluna vertebral e fraturas na bacia, no antebraço, no fêmur e na tíbia. O integrante da Nossa São Paulo considera o momento importante para que a cidade deixe de ser modelo negativo para o país.

“Em mobilidade urbana, São Paulo tem sido um modelo ruim para o Brasil há décadas e a gente agora parece que vai começar assim um modelo bom, uma referência positiva para o restante do Brasil”, conclui Aranha.

A disputa pelo direito aos espaços públicos não termina em Higienópolis. A partir de janeiro, uma das principais vias da capital começa a receber ciclofaixas, a Avenida Paulista. Em março de 2013, o ciclista David Santos, 22, teve um braço decepado ao ser atropelado no local pelo estudante Alex Kozloff Siwek. O acidente teve grande repercussão e foi marcado pela fuga do motorista, que lançou o braço da vítima em um córrego.

Protestos de Junho

Questão central em toda cidade, a mobilidade urbana está ligada principalmente ao acesso à cidade e aos serviços públicos. Estopim das manifestações de junho de 2013, a questão levou milhões de brasileiros às ruas – a princípio pela redução das tarifas e por melhores condições de transporte. Entretanto, o tema não chega a ser protagonista das grandes discussões no país, embora tenha sido pano de fundo por mudanças no quadro político brasileiro.

Historicamente, o modelo de cidade nos grandes centros urbanos tem estimulado o transporte individual de carros, a chamada “cultura do automóvel”, deixando em segundo plano o transporte coletivo e alternativas como as ciclovias e as faixas exclusivas de ônibus. Em outras partes do mundo, muitas opções têm melhor sucesso que o uso de automóveis.

“Os países do século 20 compraram sem questionar essa mobilidade em carro individual. Foi talvez uma das indústrias mais eficientes do planeta essa da indústria automobilística de imaginar que o progresso e a felicidade vinham com a carro individual. A conta não fecha”, comenta a jornalista e cicloativista Renata Falzoni.

Segundo pesquisa da Rede Nossa São Paulo, o paulistano gasta diariamente uma média de 2 horas e 46 minutos para se deslocar pela cidade seja de metrô, carro, ônibus, bicicleta ou a pé.

Desde 2013, a cidade tem cerca de 320 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus, número que vem crescendo a cada mês. Recente levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que os ônibus da capital paulista estão 68% mais rápidos nas novas faixas exclusivas para transporte público.

Expansão automobilística

Segundos dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), entre 2003 e 2013, a frota de carros quase dobrou, chegando a um aumento de 123%. Para se ter uma ideia, é como se nos últimos anos, o Brasil ganhasse uma média de 12 mil por dia. A frota de motos foi multiplicada por seis. Já ônibus e trens cresceram apenas 23%.

“Não cabe todo mundo se movimentando ao mesmo tempo de carro. E a nossa cidade já vem mostrando isso há muito tempo. A diferença é que agora a gente começou acordar e a atual gestão começou a ter coragem de discutir isso”, comenta Carlos Aranha, do GT de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo.

Atualmente, o Brasil possui uma frota de mais de mais 80 milhões de veículos. Os carros ainda são maioria, seguidos pelas motocicletas. E a conclusão é óbvia: junto com o aumento da frota de veículos, aumentam também o tempo gasto no trânsito, a poluição e o número de acidentes. Falzoni acrescenta o problema da localidade das moradias como um agravante.

“Então para que nós tenhamos uma mobilidade digna e transporte público digno, você tem que ter trabalhador morando no centro, perto dos empregos e você tem que ter empregos na periferia, você tem que ter um adensamento ao longo dos corredores de ônibus, dos corredores de metrô e de trem”, conclui Falzoni.

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/30153

Ciclofaixa provoca mudanças viárias em Mauá neste domingo

terça-feira, 27 de maio de 2014 19:57

 

Tiago Oliveira

Avenida Barão de Mauá, uma das principais vias da cidade, ganha ciclofaixa neste domingo (Foto: Evandro Oliveira/PMM)

Motoristas de Mauá devem ficar atentos a mudanças viárias que ocorrerão neste domingo (1º de junho), no primeiro dia de funcionamento da ciclofaixa de lazer.

Um trecho de 12 quilômetros da avenida Barão de Mauá será dedicado para uso de ciclistas, das 7h às 16h. Os motoristas poderão utilizar a via somente na faixa da direita.

“A circulação de veículos se dará pela faixa de rolamento que hoje é exclusiva de ônibus. Toda a faixa de rolamento da direita será para os automóveis”, explica o secretário de Mobilidade Urbana de Mauá, Azor Albuquerque.

O estacionamento de carros será proibido em toda a extensão da Barão de Mauá no período de funcionamento da ciclofaixa.

A faixa dedicada às bicicletas terá início na Praça da Bíblia e seguirá pela avenida Barão de Mauá até o Parque da Gruta Santa Luzia.

Essas mudanças estarão presentes em todos os domingos pelos próximos 12 meses, período em que a ciclofaixa de lazer estará em atividade em Mauá.

Parceria 
Os detalhes sobre a ciclofaixa de lazer em Mauá foram apresentados nesta terça-feira (27) pela prefeitura. O RD antecipou a novidade no dia 13 de maio.

A medida é uma parceria entre administração municipal, governo do Estado e Federação Paulista de Ciclismo.

Mauá é a segunda cidade da região a contar com a parceria. Em Diadema, o serviço começou em dezembro do ano passado. A secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude, não vai levar a ciclofaixa a outros municípios do ABC.

Todos os domingos serão disponibilizadas 100 bicicletas para empréstimo. O ciclista apresentará RG ou CPF no ponto de partida da ciclofaixa – a praça da Bíblia -, e terá o direito a ficar com a bike durante uma hora.

Escola de bike

Quem não sabe andar de bicicleta terá a oportunidade de aprender a pedalar. A parceria que resultou na implantação da ciclofaixa em Mauá prevê também o funcionamento de uma Escola de Ciclismo.

As aulas são gratuitas e vão acontecer no Ginásio Poliesportivo Celso Daniel (no Paço), a partir do dia 2 de junho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. O curso rápido é voltado para maiores de 7 anos.

Para participar das aulas, basta se dirigir ao local munido de um documento com foto. Menores de idade precisam estar acompanhados dos pais.

Outros locais
De acordo com o prefeito de Mauá, outras vias da cidade podem também ganhar ciclofaixas de lazer. A expansão, no entanto, não tem ainda data para acontecer.

“Eu gostaria de poder avançar em todo o traçado da avenida Itapark, que é muito próximo da Barão de Mauá. A ideia é depois agregarmos também outros espaços, como a avenida Papa João XXIII, que tem cerca de 7 quilômetros de extensão”, afirma Donisete Braga.

Museu

A partir do dia 1º de junho o Museu Barão de Mauá vai passar a funcionar também aos domingos. A ideia é aproveitar o movimento dos ciclistas que utilizarão a ciclofaixa para atrair visitantes ao espaço. O horário de funcionamento será das 10h às 16h.

Aos sábados o horário é o mesmo: Entre 10h e 16h. De segunda a sexta-feira o museu abre das 9h às 16h. A entrada é gratuita.

Fonte: http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/462699/ciclofaixa-provoca-mudancas-viarias-em-maua-neste-domingo/?utm_source=MadMimi&utm_medium=email&utm_content=Ciclofaixa+provoca+mudan%C3%A7as+vi%C3%A1rias+em+Mau%C3%A1+neste+domingo&utm_campaign=20140528_m120662495_Ciclofaixa+provoca+mudan%C3%A7as+vi%C3%A1rias+em+Mau%C3%A1+neste+domingo&utm_term=Imagens_aspx_3Fimg_3Dd6b860ca7e_jpg_26pasta_3Ddestaques_26largura_3D200